Em participação especial no Jornal do Agro (veja aqui), o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Auditor Fiscal Federal Agropecuário Hugo Caruso, falou sobre a qualidade do café brasileiro, referência mundial, e explicou como a fiscalização protege o consumidor e os produtores que atuam dentro da lei.
Fazendo uma alusão ao Dia Mundial do Café, comemorado dia 14 de abril, o AFFA destacou que uma a cada três xícaras consumidas no planeta tem origem no Brasil. Os números impressionam, mas também acendem um alerta. Segundo Caruso, onde há alto consumo e valorização, há espaço para fraudes.
De acordo com o diretor do Dipov, a fiscalização tem identificado empresas, muitas delas sem registro no Ministério, que torram resíduos em vez de grãos. “Em vez de torrar grãos de café, torram resíduos como cascas, pedaços de galhos e até outros vegetais como milho, cevada, coco de açaí. Vendem como se fosse café.”
Um ponto central da fala do AFFA foi a defesa do produtor regular. “Quando alguém frauda o café, não prejudica apenas o consumidor. Prejudica o produtor rural que trabalha corretamente, que investe em qualidade e cumpre todas as regras.”
Foi justamente diante do aumento dessas irregularidades que, em 2022, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria estabelecendo padrões mínimos de identidade e qualidade para o café comercializado no Brasil. Desde então, as ações de fiscalização são permanentes, técnicas e realizadas em todo o país. “Envolvem desde a coleta de amostras até análises em nossos laboratórios federais de agricultura”, explicou Caruso.
Denúncias
O AFFA finalizou convocando a população a participar da proteção da cadeia do café. “O Ministério da Agricultura também conta com um canal oficial de denúncias. Qualquer cidadão pode utilizá-lo. Denunciar é um ato de cidadania e ajuda a proteger toda a sociedade.”
As marcas irregulares apreendidas são divulgadas no site oficial do Ministério da Agricultura. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo canal Fala.BR (clique aqui).







