Fonte: DS/SP
Após percorrer parte do estado de São Paulo para ouvir as demandas dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, a diretoria da Delegacia Sindical da região levou um diagnóstico preocupante ao superintendente federal da Agricultura em São Paulo, Estanislau Steck. Durante a reunião, ocorrida na última quarta-feira (27), foi falado sobre a deterioração das condições de trabalho e o risco de colapso nos serviços de fiscalização e assistência técnica.
A DS percorreu no mês passado as cidades de Santos, Campinas e São Paulo. Esse mês, as visitas ocorreram, até o momento, em Ribeirão Preto, Rio Preto, Barretos, Araçatuba, Bauru e Botucatu, destacando a extensão do levantamento realizado.
De acordo com a delegada sindical, Gisele Leite Camargo, as principais queixas giram em torno da falta de manutenção da estrutura das Unidades Técnicas Regionais de Agricultura (UTRAs), da necessidade urgente de renovação da frota e da recomposição de pessoal.
“Tem regional que tem um profissional apenas da Superintendência para atender as demandas da área animal e vegetal. Então, é onde você tem só um agrônomo; toda a área animal está desassistida e vice-versa”, exemplificou.
Outro ponto levantado foi a paralisação dos convênios entre a SFA SP/MAPA e as universidades do estado, o que inviabiliza a formação de novos profissionais nas áreas de atuação do Ministério. Segundo a delegada, a falta de estagiários compromete não apenas a formação profissional, mas também a chamada “retribuição social do órgão à sociedade”. “Os colegas não conseguem saber e conhecer o serviço, como é o serviço da fiscalização, o que tem que ser olhado numa empresa”, completou.
A DS também cobrou a contratação urgente de um médico perito para São Paulo. A profissional que atuava na superintendência se aposentou em março, e desde então as perícias médicas estão paralisadas. “Os colegas estão tendo problemas por causa da carência desse profissional aqui para avaliar os atestados médicos”, disse. A delegada observou, no entanto, que o Ministério abriu edital para contratação de quatro médicos e psicólogos para recomposição do quadro.
Diante das demandas, Gisele avaliou a recepção do superintendente Estanislau Steck como positiva. “Ele disse que está aberto ao diálogo, que as demandas são justas”, relatou. “Quanto à melhoria das condições de trabalho, falou que vai trabalhar na busca de soluções, dentro das orientações do MAPA, para obtenção de recursos para investimento e custeio.”
Além da delegada sindical de São Paulo, também participou o secretário-geral e representante do Comando Nacional de Mobilização, André Marcondes.










