A defesa do serviço público brasileiro foi o tema central dos debates ocorridos na última quinta-feira (25), em Belo Horizonte. O 3º Encontro Regional do Instituto Servir Brasil reuniu lideranças sindicais, especialistas e parlamentares na capital mineira para debater temas essenciais, como previdência complementar, reforma administrativa, Projeto de Lei (PL) 1893/2026 (negociação coletiva), teto remuneratório e Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2024 (fim da cobrança de contribuição previdenciária).
O Anffa Sindical marcou presença com a participação do presidente, Janus Pablo, que também acumula a vice-presidência do Instituto Servir Brasil, acompanhado do vice-presidente do Sindicato, Ricardo Nascimento, do diretor de Política Profissional, Henrique Pedro, do secretário da Delegacia Sindical de Minas Gerais, Rodrigo Mauro e filiados de MG.
“O evento de Minas foi mais uma oportunidade para discutirmos a questão da regulamentação, da negociação coletiva, requerer o engajamento das bases para que o projeto seja votado ainda este ano. Porque isso realmente vai fazer um diferencial tanto no investimento para os sindicatos, mas também como a questão de regulamentar uma vez por todas a negociação coletiva”, afirmou Janus.
Para Pablo, a negociação coletiva é um passo necessário, ainda que incompleto. “A convenção 151 da OIT [Organização Internacional do Trabalho] fica sanada parcialmente, porque ainda falta a questão da regulamentação do direito de greve”, ponderou.
O vice-presidente do Anffa Sindical, Ricardo Nascimento, destacou que o Instituto Servir Brasil vem organizando eventos importantes em diversos estados, percorrendo o país para estabelecer diálogos voltados à defesa do serviço público e à importância do Voto Consciente, campanha do Servir Brasil do qual o Anffa Sindical faz parte (veja mais aqui).
Ele também mencionou a apresentação feita pelo presidente da Funpresp, Cícero Dias, acerca da necessidade de planejar adequadamente o momento da aposentadoria, diante das profundas alterações trazidas pela reforma da previdência (PEC 103, aprovada em 13/11/2026). Os participantes discutiram ainda os requisitos de adesão à Fundação, as regras de pensão por morte e outras questões que afetam diretamente a segurança financeira dos servidores ao longo da carreira e após a aposentadoria.
Outro tema que mobilizou a atenção foi a PEC 6, que propõe a redução da contribuição previdenciária dos aposentados. Para Janus Pablo, a medida corrige uma distorção que penaliza quem já contribuiu por décadas.
O encontro em Belo Horizonte reforçou o movimento articulado em defesa das carreiras típicas de Estado e a valorização do funcionalismo público.








