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Como escolher peixe na Semana Santa e evitar fraudes

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O consumo de pescado aumenta durante a Semana Santa, quando muitas famílias substituem a carne por peixe nas refeições. Com a procura maior, cresce também a preocupação com a qualidade, a conservação e a procedência desses alimentos.

Boa parte do controle ocorre fora do campo de visão do consumidor. Auditores fiscais federais agropecuários acompanham etapas da cadeia produtiva do pescado, verificando condições sanitárias, armazenamento, transporte e rotulagem.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), esse trabalho busca prevenir irregularidades que podem comprometer a qualidade do alimento.

Entre os problemas mais comuns identificados nesse período estão falhas na conservação, ausência de identificação da origem e a venda de espécies diferentes daquelas informadas ao consumidor.

Bacalhau exige atenção

Um dos pontos que mais gera dúvidas na hora da compra é o bacalhau. Segundo Cristhiane Cattani, delegada sindical do Anffa Sindical em Santa Catarina, o consumidor precisa ficar atento à identificação correta da espécie.

O chamado bacalhau verdadeiro corresponde a espécies do gênero Gadus, como o Gadus morhua. No mercado, porém, outros peixes salgados e secos podem ter aparência semelhante depois do processo de salga, o que dificulta a identificação visual.

Entre as espécies que podem aparecer como substitutas estão saithe, ling, zarbo, polaca do Alasca, merluza, miraguaia e abrótia, geralmente com menor valor comercial.

Apesar disso, o controle tem avançado. De acordo com dados de monitoramento do Ministério da Agricultura citados pelo Anffa Sindical, análises realizadas em 2024 apontaram índice de conformidade de 97,5% para produtos nacionais sob Serviço de Inspeção Federal e de 100% para produtos importados.

O que observar ao comprar peixe

  • Conservação e temperatura: peixe deve estar mantido sob gelo ou em balcões refrigerados. Produto exposto fora da temperatura adequada pode indicar falhas de conservação.
  • Aparência e odor: olhos brilhantes, carne firme e cheiro suave são sinais associados ao frescor. Cheiro forte ou textura muito amolecida podem indicar deterioração.
  • Produtos congelados: cristais grandes de gelo dentro da embalagem podem indicar que o alimento foi descongelado e congelado novamente.
  • Identificação do bacalhau: nem todo peixe salgado é bacalhau. Verificar a espécie no rótulo ajuda a evitar enganos.
  • Condições do estabelecimento: ambientes limpos e com informações claras sobre a origem do produto indicam maior cuidado na comercialização.

Variedade maior de espécies

Outro ponto que tem ampliado a oferta de pescado é o crescimento das importações. Segundo dados da Peixe BR, a entrada de pescado no país aumentou cerca de 14% nos últimos anos.

Com isso, espécies como panga, merluza e salmão passaram a aparecer com mais frequência no mercado brasileiro, além de peixes salgados e secos importados.

Segundo Cristhiane Cattani, essa diversidade amplia as opções para o consumidor, mas também exige atenção maior à rotulagem e à identificação correta das espécies.

Conservação é ponto crítico

Além da identificação das espécies, a forma como o peixe é conservado é um dos principais fatores que influenciam a qualidade do produto.

De acordo com Cattani, o pescado é um alimento altamente perecível e precisa permanecer sob refrigeração adequada desde a captura até o momento da venda. A quebra da chamada cadeia de frio é uma das irregularidades mais comuns identificadas nas fiscalizações.

Uma situação recorrente é a redução da quantidade de gelo utilizada no transporte ou na exposição do produto, muitas vezes para diminuir custos. Isso acelera o processo de deterioração.

A auditora explica que a estrutura muscular do peixe é mais sensível do que a de outras carnes, o que faz com que a perda de qualidade ocorra mais rapidamente quando a conservação não é adequada.

Os pontos mais críticos da cadeia costumam ser o transporte e o período entre a saída da indústria e a chegada do produto ao consumidor.

Operações contra pescado irregular

Nos últimos anos, também foram intensificadas ações de combate a fraudes e irregularidades no setor.

Entre os casos recentes está a Operação Miraculum Picis, conduzida pela Polícia Federal em sete Estados. A investigação desarticulou um esquema de falsificação de selos sanitários e comercialização de pescado irregular.

Também ocorreram apreensões de grande volume de produto ilegal, como mais de 10 toneladas de pescado na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, além de seis toneladas apreendidas em Santa Catarina.}

Publicação: Globo Rural
Fonte: Assessoria Anffa Sindical
Fotografia: Anffa Sindical

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