O Anffa Sindical iniciou a entrega, aos comitês de campanha dos candidatos à Presidência da República, de uma carta aberta com compromissos para a próxima gestão federal. O documento, que foi divulgado nesta quinta-feira (15), pelo Portal de notícias Metrópoles (veja aqui), defende que a defesa agropecuária seja tratada como política de Estado para o país que alimenta cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo.
De acordo com o documento, a categoria registra atualmente 2.461 Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) em atividade e um déficit estimado de 1.233 profissionais. O número de pessoal é muito aquém das expectativas, considerando que a projeção para a safra 2025/2026 é de 362 milhões de toneladas de grãos. Um crescimento de 2,6% em relação ao ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Brasil mantém mais de 700 mercados abertos em mais de 200 países.
Para o Sindicato, o crescimento da produção exige fiscalização moderna, eficiente e proporcional à importância econômica do setor. “A recomposição do quadro de auditores, a valorização salarial compatível com a complexidade técnica e a previsibilidade orçamentária devem ser compreendidas como investimentos estratégicos na proteção da economia nacional”, diz um dos trechos da carta.
O documento elenca quatro pleitos centrais: recomposição do quadro, valorização da carreira, com remuneração compatível com a responsabilidade do cargo; orçamento e infraestrutura para fiscalização, vigilância e laboratórios; e modernização e segurança.
Compromisso que ultrapassa governos
Para o Anffa Sindical, a próxima gestão federal deve defender a defesa agropecuária como prioridade estratégica de Estado, com planejamento de longo prazo. “Fortalecer a defesa agropecuária é defender a segurança nacional, a economia, os empregos e o futuro do Brasil”, conclui o documento.






