O novo cenário político desenhado após o resultado das eleições foi tema de entrevista do presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo, ao canal Terra Viva nesta terça-feira (27/10). Ele apresentou as principais demandas da categoria diante da nova composição do Congresso e da expectativa de fortalecimento da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Durante a conversa, Janus Pablo destacou ainda a importância do trabalho dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) para o agronegócio nacional. “Se o agronegócio brasileiro é um gigante nas exportações, é porque ele é um gigante também na produção, ele é um gigante na matéria-prima que vai para a indústria, para a agroindústria, e por todas as etapas os produtos têm que passar pelos AFFAs”, afirmou.
O sindicalista defendeu a nomeação dos cerca de 450 aprovados no último concurso e a recomposição da força de trabalho, que hoje soma 1.200 cargos vagos no Ministério da Agricultura.
Janus também criticou o contingenciamento anual da defesa agropecuária, que reduz recursos para emergências sanitárias, e citou os casos de Newcastle no Sul do país. “A gente precisa recompor a nossa força de trabalho que está há muito tempo perdendo Auditores por meio de aposentadorias”, disse. Segundo ele, há aprovados prontos para serem convocados. Na semana passada, o Sindicato esteve com o ministro da Agricultura André de Paula para tratar do assunto (veja aqui).
Com a nova composição do Congresso e o fortalecimento da bancada do agro, o presidente do Anffa Sindical aposta no diálogo para avançar na valorização da carreira. Ele adiantou que 2027 será ano de negociação salarial e reestruturação.
Entre as demandas, citou a cobrança por investimento no Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), a reestruturação dos laboratórios federais, a renovação da frota de veículos e a interoperabilidade dos sistemas. Por fim, Janus Pablo pediu aprovação do PL 3179/2024, que cria uma indenização para os servidores do Ministério da Agricultura que fizerem inspeções sanitárias voluntárias fora do horário normal de trabalho. A matéria tramita em regime de urgência na Câmara. “Muitos de nossos colegas trabalham acima das 40 horas semanais”, concluiu.







