O Anffa Sindical realizou, nesta terça-feira (13), uma reunião virtual com integrantes do cadastro de reserva do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) para atualizar os candidatos sobre o andamento das tratativas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as perspectivas de novas convocações para a carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário (AFFA).
Durante o encontro, a entidade destacou que as informações mais recentes são positivas e indicam que a convocação dos próximos 50 candidatos deve ocorrer de forma rápida. Segundo o presidente do Sindicato, Janus Pablo, reuniões realizadas no final de 2025 com o secretário, o subsecretário e o chefe de gabinete do Ministério reforçaram esse cenário.
Foi apresentada aos participantes uma tabela com as vagas atualmente em disputa no concurso de remoção, esclarecendo que os candidatos do cadastro de reserva não ocuparão, necessariamente, essas vagas diretamente. As futuras nomeações ocorrerão, em grande parte, a partir das vagas deixadas pelos servidores que forem removidos. O mapeamento apresentado indica que os novos auditores deverão ser direcionados majoritariamente para unidades do Vigiagro e para os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs), considerados setores estratégicos para o Ministério.
Entre as localidades com maior concentração de vagas estão São Paulo, Santos, Guarulhos, Campinas, Recife, Pedro Leopoldo (MG), Foz do Iguaçu, Belém e Brasília. No caso de São Paulo, foi esclarecido pelo diretor de comunicação, Montemar Onishi, lotado em Guarulhos, que boa parte das vagas do Vigiagro está vinculada à Regional Metropolitana, que atua em zonas aduaneiras secundárias (EADs), responsáveis pela fiscalização de cargas que ingressam no país por portos e aeroportos, mas são liberadas em armazéns alfandegados localizados em outros municípios.
Na área da medicina veterinária, foram destacadas vagas em LFDAs como Recife e Pedro Leopoldo, considerado o maior laboratório do país. Também há oportunidades para farmacêuticos, químicos, engenheiros agrônomos e zootecnistas, especialmente em unidades laboratoriais e na área de defesa agropecuária.
Outro ponto central da reunião foi a confirmação de que, além das 50 vagas inicialmente previstas, há sinalização concreta para a autorização de mais 100 vagas, com previsão de convocação entre março e abril de 2026, condicionada à aprovação do orçamento. A direção do Anffa Sindical avaliou esse avanço como significativo e ressaltou que a entidade continuará atuando para ampliar ainda mais esse quantitativo, seja por meio do aumento da segunda chamada ou, se necessário, com uma terceira convocação.
O sindicato também reforçou a importância de que os candidatos convocados tomem posse o mais rapidamente possível, pois a agilidade no preenchimento das vagas aumenta as chances de novas chamadas antes do período eleitoral. Foi esclarecido que a legislação eleitoral impede convocações durante as eleições, embora as nomeações possam ocorrer posteriormente.
Em relação ao concurso de remoção, o Anffa Sindical informou que alertou a gestão do Ministério da Agricultura sobre a importância de permitir a participação de todos os servidores, inclusive os que ingressaram mais recentemente na carreira, como forma de evitar possíveis judicializações. Apesar disso, a opção do MAPA foi por restringir, neste primeiro momento, a participação dos novos servidores, sob o argumento do alto investimento realizado em capacitação e da necessidade de assegurar uma estabilidade mínima nas equipes. A entidade destacou que não defende essa limitação e ponderou que a medida pode gerar críticas e ações judiciais individuais, reforçando, no entanto, a necessidade de cautela para que eventuais ações coletivas não atrasem as próximas convocações do cadastro de reserva.
Durante o debate, também foram abordadas mudanças previstas na alta gestão do Ministério da Agricultura, com a saída do atual ministro e de parte do primeiro escalão. A direção sindical alertou que a troca de interlocutores pode impactar positivamente ou negativamente o andamento das pautas, dependendo da sensibilidade da nova gestão em relação à carreira e à necessidade de recomposição do quadro de servidores.
Por fim, a entidade manifestou confiança na possibilidade de chamar a maior parte, ou até a totalidade, do cadastro de reserva dentro do prazo de validade do concurso. Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão a expansão do agronegócio, possíveis desdobramentos de acordos internacionais e o contexto político-eleitoral, que tende a aumentar a sensibilidade do governo e do Congresso para a demanda por mais auditores. “Acreditamos que o número de candidatos no cadastro é plenamente factível de ser absorvido, especialmente diante do déficit histórico de servidores. Seguiremos atuando com convicção para que isso se concretize”, reforçou Janus Pablo.






