Sindicato pede apoio à presidente da CNA para ampliação de vagas para AFFA

De acordo com João Martins Júnior, Confederação Nacional da Agricultura já enviou carta ao ministro Blairo Maggi pedindo ampliação de vagas para engenheiros agrônomos no próximo concurso público

O presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto, o vice Marcos Lessa, o diretor de Relações Institucionais, Alfredo Dantas, e o delegado sindical da Bahia, Elias Eloi, estiveram reunidos, na manhã desta quarta-feira (13/09), com o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins Neto.

O objetivo do encontro, que contou também com a participação de Décio Coutinho (coordenador de sanidade da CNA) e Daniel Carrara (secretário-executivo do SENAR), foi pedir apoio a João Martins pela ampliação das vagas do concurso público para Auditor Fiscal Federal Agropecuário (AFFA) para as outras profissões que compõem a carreira, e não só para Médicos Veterinários, conforme anunciado recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Na ocasião, o presidente Porto ressaltou que o quadro de AFFAs em atividade, hoje, é menor do que o de 2002 e que, mesmo com a existência de cerca de 800 aprovados no último concurso público, o MAPA insiste na contratação de temporários.

Segundo o presidente da CNA, a Confederação já enviou uma carta ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pedindo a abertura de pelo menos 100 vagas de concurso público para engenheiros agrônomos. “Estamos sendo pressionado especialmente pelos produtores de frutas”, afirmou João Martins.

O vice-presidente do Anffa Sindical, Marcos Lessa, ressaltou que a realização do concurso apenas para veterinários se deu em função de exigências feitas pela União Europeia e Estados Unidos. “É preciso lembrar, porém, que o Brasil não exporta só carne. Existe a área vegetal que é muito maior e que também acumula problemas”, alertou Lessa.

Sobre as contratações temporárias, o vice-presidente mais uma vez se posicionou enfaticamente contra. “Somos carreiras com atividades exclusivas de estado”, destacou.

Para João Martins, as contratações temporárias podem suprir rapidamente a necessidade do MAPA, mas é preciso que haja um planejamento de recuperação da Defesa Agropecuária. “É preciso listar, além da realização de concurso público, outros aspectos que estão deixando a Defesa Agropecuária brasileira caótica”, salientou Martins.

Lessa relembrou que, desde 2005, o Tribunal de Contas da União (TCU) vem ressaltando a necessidade de contratação de profissionais da fiscalização para o MAPA, o que vai contra o argumento do Governo quanto à urgência para contratação de temporários. “O concurso público para AFFA, sim, é emergencial. Do contrário, o país vai cair em um problema muito maior que é a retenção de cargas por falta de pessoal para inspecionar”, alertou Lessa, relembrando que mais da metade do AFFAs em atividade já possuem condição para aposentadoria.

O presidente Maurício Porto ressaltou, ainda, a necessidade de uma política de estado que dê continuidade aos trabalhos do Ministério. “Hoje, muda-se o ministro, muda-se tudo. É preciso que haja uma política que permita que as iniciativas continuem sendo feitas de maneira programada, mesmo com as mudanças de gestão”, explicou.

Ao final da reunião, Porto entregou a João Martins uma edição do recente estudo lançado pela Fundação Getúlio Vargas que aponta o impacto dos AFFAs para o agronegócio brasileiro.

 


 

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