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Qui, Jul

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Para as entidades afiliadas ao Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) é fundamental demonstrar ao governo a insatisfação do funcionalismo e da sociedade com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que dispõe sobre alterações na aposentadoria do serviço público e da iniciativa privada.


Baseado nessa premissa, o Fonacate indicará às suas afiliadas e respectivas carreiras a necessidade de participação na greve geral dos trabalhadores, no dia 28 de abril. A deliberação foi tomada em reunião do Fórum desta terça-feira.

“Essa data foi apresentada pelas centrais sindicais e representantes da sociedade civil organizada, por isso vamos participar desta mobilização. Ou param essa PEC ou paramos o Brasil”, enfatizou o presidente do Fonacate, Rudinei Marques.

A partir dessa semana, os representantes do Fórum começarão uma agenda intensa na Câmara dos Deputados, com líderes partidários e diversos parlamentares, para o convencimento de que a proposta representa um grande retrocesso social, assim como para apresentar as emendas que corrigem o texto original da proposta.

“Vamos trabalhar pelas dez emendas do Fonacate, que conseguimos protocolar com sucesso na Secretaria da Comissão Especial designada para analisar a reforma da Previdência. Mas, principalmente, levaremos o discurso de que uma reforma previdenciária precisa de números reais, de um bom debate e a avaliação do impacto disso na vida dos cidadãos”, ponderou Marques.

No encontro foi aprovada uma nova campanha de mídia do Fonacate, que agora deve ser veiculada na televisão, e a produção de materiais técnicos para serem encaminhados a todos os Estados e Municípios brasileiros.

Carne Fraca – O debate sobre a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 17 de março, foi outro item da pauta da reunião. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Maurício Porto, apontou a necessidade de reforçar a presença de carreiras de Estado em áreas tão estratégicas para o país, como a vigilância sanitária. Defendeu, ainda, a escolha de cargos de confiança por meio de um processo meritocrático e a defesa de um concurso público para a carreira, que atua com um quantitativo pequeno e com escassas condições de trabalho. 

 

Com informações da ASCOM/Fonacate