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A matéria divulgada nesta terça-feira (6), nesta rádio, não contempla todos os fatos e não faz justiça ao compromisso que os auditores fiscais federais agropecuários que atuam no Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional do Aeroporto de Guarulhos (Vigiagro- Guarulhos) têm com a produção agropecuária e com a saúde da população brasileira.

A importação de aves tem normas específicas que determinam que as aves comerciais importadas fiquem em quarentena oficial afim de se verificar o acometimento de quaisquer doenças que possam colocar em risco a saúde, a agricultura e pecuária do país. A quarentena é essencial para constatação de doenças que ainda não manifestaram seus sintomas. Aves podem transmitir graves doenças, dentre elas a influenza aviária, podendo ocasionar bilhões de reais em prejuízos econômicos e sanitários.

A empresa importadora André Cristiano da Silva – ME, representado pelo sr. Marcelo Pereira de Miranda, solicitou autorização para ingresso das aves no dia 18 de janeiro de 2018, no Aeroporto de Guarulhos. O Serviço de Saúde Animal concedeu autorização e reservou a Estação Quarentenária de Cananéia (EQC) para a data prevista. Após sucessivas solicitações de prorrogações do importador, motivadas por questões sanitárias essenciais junto ao exportador, o Serviço Oficial alertou que a data de chegada das aves ao quarentenário não poderia ocorrer após 01 de março de 2018, por falta de espaço disponível no Quarentenário Oficial.

O Sr. Miranda foi informado que a autorização de embarque foi cancelada. Ele, a contrariando esta determinação embarcou as aves oriundas de Portugal pondo em risco a agropecuária brasileira, assim como o bem estar animal destas aves. As aves foram recebidas no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo na madrugada do dia 02 de março de 2018.

O procedimento do Vigiagro na fiscalização da importação é de inspeção das aves e avaliação sua documentação. Como não houve a autorização para importação, o Serviço de Vigilância solicitou a imediata devolução dos animais à origem. Esta determinação foi feita ao Sr. Miranda e à empresa aérea TAP, responsável pelo transporte. Ocorre que o importador não forneceu as embalagens adequadas para o transporte de retorno das aves e, por isso, elas continuam em Guarulhos.

Alertamos que tais procedimentos são realizados em todas as importações de aves comerciais, independentemente do importador, e, quando atendidas as normas, os animais são liberados em questões de poucas horas pelo Vigiagro. É esperado que um representante que possui anos de experiência com este tipo de importação, não realize tais procedimentos irregulares.

Se houve falta de cuidado com o bem-estar animal por parte de alguém, não foi de quem cumpriu a legislação e de quem tem compromisso com a produção agropecuária e com a segurança alimentar do brasileiro.

Sandra Kunieda
Chefe do serviço de vigilância agropecuária internacional do aeroporto de Guarulhos

Informações para a imprensa
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