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Qua, Nov

AFFA na mídia

Mas cuidado! As duas mercadorias citadas acima estão entre aquelas que não podem cruzar as fronteiras sem uma autorização prévia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), assim como qualquer outra de origem animal.

Ao voltar de uma viagem de Portugal, a assessora de comunicação Ana Cecília Fraga, 29 anos, teve seus enlatados e embutidos (que totalizavam 80 euros) apreendidos. "Esses produtos são muito caros aqui e achei que poderia trazer, pois são industrializados, não frescos. Quis dar um presente para o meu pai, que é neto de portugueses, mas acabei perdendo dinheiro", conta. No entanto, as restrições não são exclusividade do nosso país. O engenheiro Luiz Thadeu Nunes e Silva, 56, teve latas de atum brasileiras apreendidas no Aeroporto de Cingapura. "Já estive em 93 países em minhas andanças e as fiscalizações do Brasil são até um pouco frouxas. As mais rígidas são as do Chile e de Israel", assegura.

Itens inusitados

Segundo a médica-veterinária do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) Diana Cortes, as principais apreensões no Brasil são de derivados lácteos (especialmente queijos vindos de várias regiões da Europa e doce de leite da Argentina); embutidos, como salame e presunto, da Espanha; bacalhau, de Portugal; sementes medicinais ou para trabalhos espirituais, da África; e lembrancinhas feitas em madeira de vários países (a madeira estrangeira, para entrar no país, deve ser tratada e polida). "Alguns outros itens chamam a atenção. No caso dos voos vindos do Peru, por exemplo, o milho e o cuy, um tipo de porquinho da índia usado na alimentação naquele país, que normalmente chega em estado de putrefação avançada aqui, já que vem sem refrigeração, e é um risco, também, para a saúde da pessoa", garante Diana Cortes.

Somente em Brasília, foram apreendidas e incineradas mais de 4 toneladas de produtos restritos em 2015, de acordo com informações da Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Uvagro) do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. "Os laticínios são os campeões, representando 39% das apreensões deste ano, seguidos pelos pescados (19%) e pelos embutidos (11%), a maioria vinda da Europa", esclarece o chefe da Uvagro em Brasília, Fábio Schwingel. A dica dele é que as pessoas verifiquem o que pode entrar ou não em cada país (ou usem os locais de descarte dentro do aeroporto). No Brasil, ainda não há multas para quem é pego com produtos não autorizados, mas outras nações aplicam a punição.


Fique atento

Permitidos Óleos; álcoois; frutos em calda; chocolate; café torrado e moído; sucos; vegetais em conserva; arroz, farinha e erva-mate industrializadas.


Proibidos

Frutas e hortaliças frescas; insetos; caracóis; bactérias e fungos; flores; plantas ou partes delas; bulbos; sementes; mudas e estacas; aves domésticas e silvestres; espécies exóticas; peixes e pássaros ornamentais; abelhas; carne de qualquer espécie animal, in natura ou industrializada (embutidos, presunto, salgados, enlatados); leite e produtos lácteos; produtos apícolas (mel, cera, própolis); produtos para animais; ovos e derivados; madeiras não tratadas; agrotóxicos; material biológico para pesquisa científica, entre outros.

Fonte: Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical)

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