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Ter, Set

AFFA na mídia

O Comitê Científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) recomendou que o Brasil seja reconhecido como livre da febre aftosa com vacinação aos 180 países integrantes da OIE. Com isso, 25 estados e o Distrito Federal tendem a ser declarados livres da aftosa com vacinação pelo organismo internacional. Santa Catarina é reconhecida pela OIE como livre da doença sem vacinação desde 2007. A decisão deve ser anunciada na assembleia geral da entidade a realizar-se em Paris, entre 20 e 25 de maio. O certificado de país livre de aftosa será entregue no dia 24.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, deve estar presente na solenidade. Também está prevista a presença do presidente Michel Temer. Maggi publicou sua opinião em vídeo nas redes sociais celebrando o comunicado. E despertou indignação da categoria de fiscais agropecuários federais, não mencionados na publicação.

Em nota à imprensa, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Maurício Porto diz que “a conquista é, de fato, digna de comemoração. São décadas de trabalho sério e dedicado de profissionais do Mapa, especialmente dos auditores fiscais federais agropecuários (Affas), em parceria com os serviços estaduais de defesa agropecuária e com diversos segmentos do agronegócio para que o Brasil conseguisse chegar a esse nível de segurança”.

Mais adiante, Porto desabafa: “No entanto, nós do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) ficamos surpresos com a falta de reconhecimento do trabalho dos servidores do Mapa por parte do ministro. No vídeo ele compartilha a conquista com vários segmentos privados do setor agropecuário, que segundo ele ajudaram a construir essa vitória, e não menciona os servidores do ministério. Sem dúvida, essa foi uma tarefa compartilhada, mas a sanidade animal é responsabilidade do Estado e exercida pelos servidores do Mapa em parceria com os serviços estaduais de defesa agropecuária.”

Devido à repercussão, o “Anffa Sindical cumprimenta todos os auditores fiscais federais agropecuários, os demais servidores do ministério, os servidores dos órgãos estaduais de defesa agropecuária e os representantes do agronegócio que trabalharam de maneira abnegada, por décadas, para que o Brasil fosse declarado zona livre de febre aftosa com vacinação. Continuaremos trabalhando para que nossa carreira tenha condições de prestar serviços dessa qualidade à sociedade brasileira”.

Sobre o reconhecimento, o informe do comitê formado por 15 cientistas foi feito no início da semana ao ministro Maggi e a integrantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). O ministro comemorou a decisão do comitê, alcançada depois de décadas de luta do governo e de lideranças da pecuária nacional, conforme lembrou. “Estou muito feliz e quero compartilhar a conquista com milhares de pessoas que colaboraram para isto”. Após a decisão a ser tomada em maio próximo, o Brasil, de acordo com cronograma já aprovado, irá intensificar os esforços para ser declarado livre da aftosa sem vacinação até 2023. “Será o grande salto da pecuária brasileira”, acredita Maggi.

Conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), o próximo grande passo do Brasil será retirar a vacinação contra a doença. A partir de maio do próximo ano, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e de Mato Grosso, começarão a abolir a vacinação. A previsão é que até maio de 2021 todo o País deixe de vacinar o rebanho e, até maio de 2023, o país inteiro poderá ser reconhecido pela OIE como livre da aftosa sem vacinação.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa e RP1 Comunicação (Anffa Sindical)

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