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Dom, Nov

Notícias do Sindicato

Entidades integrantes do Fonacate (Fórum das Carreiras de Estado), entre elas o Anffa Sindical, e do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos) realizaram, na manhã desta sexta-feira (10/11), o primeiro ato conjunto entre contra a MP (Medida Provisória) 805/2017, que adia os reajustes de algumas carreiras e aumenta a contribuição previdenciária.

Empunhando faixas com palavras de ordem contra o tratamento do Governo dispensado ao funcionalismo público, as lideranças sindicais se concentraram em frente ao ministério do Planejamento. Batizado de “Dia Nacional de Lutas”, o movimento ocorreu simultaneamente em mais de dez capitais.

Assim como os demais dirigentes, o presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto, rechaçou a forma como o Executivo vem conduzindo as discussões de temas de interesse de várias categorias, em especial a de AFFA (Auditor Fiscal Federal Agropecuário) e disse que este “foi o início de uma série manifestações dos servidores públicos contra as medidas tomadas pelo governo em prejuízo à classe trabalhadora em geral. Por isso, as entidades que compõem o Fonacate e o Fonasefe têm fundamental importância nestas manifestações, tendo em vista terem sido atingidas diretamente no que diz respeito ao adiamento dos reajustes, bem como o aumento da alíquota de 11 para 14%, que atinge o conjunto de servidores públicos”


O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, também corrobora com a ideia. “As entidades terem construído essa mobilização em conjunto é um bom sinal, porque os ataques atingem a todos: ativos, aposentados”. Ele também defende o esforço concentrado na luta para minimizar os efeitos e proteger os direitos que ainda restam.

Já o diretor de Assuntos Jurídicos do Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), Marco Aurélio Gonsalves, acredita que essa luta deve ser abraçada não só pelas entidades, mas por todos os trabalhadores. “Por parte das entidades, estamos avaliando as medidas judiciais cabíveis, de maneira a reverter esta situação”, informou.

“Esta é uma perda de direitos que foram construídos ao longo de mais de 70 anos”, emendou o secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e diretor de Assuntos do Poder Legislativo da CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil), João Paulo Ribeiro.

Na opinião do presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central do Brasil), Jordan Pereira, o Governo está equivocado ao colocar as mazelas do país nas costas dos servidores, quando, na verdade, a culpa está na corrupção que está entranhada em diversas práticas.
 

Confira fotos dos atos em Brasília e no Ceará.