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Sáb, Dez

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Na última quarta-feira, (11/11), a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor, fez a apreensão de mais de três mil frascos de azeite, teoricamente importados da Espanha e Portugal. Os itens eram produzidos por uma quadrilha especializada, que tinha à frente, um cubano, cujo nome não foi divulgado, que deu um prejuízo fiscal de mais de 20 milhões de reais aos cofres públicos.

De acordo com as investigações, cinco marcas eram de empresas com sede em Vila Velha e Cariacica, ambas no Espírito Santo. Os frascos eram comercializados com preços considerados abaixo do normal e isso causou suspeita.

Todo azeite importado passa pelo crivo do Mapa, paralelamente a isso, o azeite que está no mercado nacional está submetido à legislação da classificação vegetal, trabalho efetuado pelo Serviço de Inspeção, Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (SIFISV). Dessa forma, foi notado que muitas marcas do azeite estavam fora do padrão. “Eram embalados óleos que se passavam por azeite em rótulos de produto (azeite) supostamente importado. Eram produzidos milhares de litros”, acrescentou o Affa, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária (DDA-ES), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eduardo Farina.

O trabalho do SIFISV subsidiou nas investigações por mais de três anos e foi preparado um dossiê de mais de 400 páginas. Os produtos falsificados eram vendidos por todo território nacional, porém, como a sede da empresa era do Espírito Santo, a inteligência Polícia Civil do estado do Espírito Santo ficou à frente. “O local do envasamento não era encontrado e ele continuava criando marcas e colocando no mercado nacional. Foi uma operação muito grande e trabalhosa”, explicou.

Os fraudadores colocam um rótulo de azeite importado, com custo inferior aos verdadeiros e, muitas vezes envasam de forma artesanal. Foram encontradas cerca de 14 amostras com resultados desclassificados pelo Ministério da Agricultura. O Mapa realizou operações e retirou algumas marcas do mercado. Além disso, o Procon Estadual e a Delegacia do Consumidor, retiraram outros.

Conforme publicado no site do G1-ES, além do homem preso, outras duas pessoas são investigadas pelo crime. Outros tiveram passaportes recolhidos. Foram apreendidos celulares, notebooks, computadores e carimbos da empresa. A investigação apura, ainda, se os estabelecimentos que vendiam os azeites eram vítimas ou coniventes com a organização criminosa.

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