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Seg, Jan

Notícias do Sindicato

Foi publicado no Diário Oficial, de 21/12, a nomeação de novos adidos agrícolas, a missões diplomáticas no exterior, para atuarem em Genebra, na Suíça, Camberra, na Austrália, Paris, na França e Ottawa, Canadá. Duas são Auditoras Fiscais Federais Agropecuárias, Daniela de Moraes Aviani e Helena Müller Queiroz, ambas residentes em Brasília.  

Helena Queiroz é farmacêutica, representará o Brasil na França, e, recentemente estava no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), como Coordenadora de Caracterização de Risco, em Brasília.  “Estou muito feliz com o resultado e por fazer parte da equipe dos Adidos Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O posto para o qual fui designada é novo e bem desafiador em razão da transversalidade e do grande número de organizações internacionais que deverão ser acompanhadas. No entanto, é um posto estratégico e que pode trazer resultados muito positivos à agricultura brasileira e estou muito animada com as novas perspectivas”, comentou.

Queiroz participou de um processo seletivo para a vaga, realizado pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e a Escola Nacional de Gestão Agropecuária (ENAGRO), e dedicou-se a isso. “Além disso, a avaliação inicial foi com base no curriculum vitae dos candidatos. Dessa forma, toda minha carreira foi avaliada durante a seleção, desde a minha passagem pelo Laboratório de Defesa Agropecuária de Campinas, em 2002, e pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais até 2019. Os conhecimentos específicos foram avaliados na etapa de redação e na entrevista com a Comissão de Seleção. Além dos conhecimentos específicos, foram avaliados os conhecimentos de idiomas. Neste ano, foram considerados os diplomas e certificados oficiais como o DALF "Diplôme approfondi de langue française" e o IELTS "International English Language Testing System", uma inovação em relação às últimas seleções”, acrescentou.

Já Daniela Aviani, Engenheira Agrônoma, atuou por muito tempo como extensionista rural. Entrou no Mapa em 2002, na área de sementes e mudas, e proteção intelectual de variedades vegetais. Em 2005 assumiu a coordenação do Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC). No ano de 2018 mudou de área. “Já tinha uma experiência internacional, representando o Brasil junto à UPOV (União Internacional para Proteção das Obtenções Vegetais), mas tinha pouco conhecimento em comércio internacional. Fui remanejada para a Secretaria de Comércio Internacional, onde comecei a trabalhar com barreiras técnicas ao comércio e com negociação de acordos em livre comércio do Mercosul e outros países”, disse. Para Aviani, seu perfil se encaixa bem para o cargo selecionado. “Acho que lá eu terei oportunidade de trabalhar não só para tentar abrir nichos de mercados específicos, mas de fazer benchmarking, já que a Austrália é um grande concorrente do Brasil, também, aprender como o país coloca no mercado seus produtos, em algumas vantagens competitivas sobre nós, uma vez que eles têm setores bem desenvolvidos, que poderíamos aprender bastante”, afirmou.

Outra área que lhe é afim é a de biotecnologia desenvolvida lá. “Eles têm uma parceria forte com a iniciativa privada, um porte de investimento muito grande e desenvolve tecnologia aplicada à agricultura. Além disso, acho que temos um aprendizado a ser feito com a Austrália, no setor de manejo de florestas e de áreas secas. Eles têm um deserto gigantesco, e trabalham muito com reaproveitamento de água e dessalinização. São coisas que podemos adquirir know how, embora o Brasil tenha bastante tecnologia, porém, acompanhar mais de perto o que estão fazendo lá”, enfatizou. 

 

Comemoração x descontentamento com importância da carreira de Affa

O Anffa Sindical sempre comemora a convocação de novos Affas na representação internacional como adidos agrícolas, mas a insatisfação é plena pela categoria, uma vez que o Mapa também convocou pessoas fora do nicho técnico. “Trata-se de uma enorme perda para a qualidade do serviço e para a carreira. Versar sobre argumentos favoráveis à vinculação da carreira à função é chover no molhado. Além da necessidade de servidores capacitados com conhecimentos de temas gerais de comercio exterior, o adido agrícola deve contar com profundo conhecimento dos assuntos sanitários e fitossanitários (SPS), predominantes na agenda comercial. A vinculação é tão óbvia, que o contrário passa a ser uma exceção. Participando das missões diplomáticas, o Brasil conta com adidos civis, agrícolas, militares, de polícia, tributários e aduaneiros. Todos estão vinculados às carreiras específicas dos órgãos aos quais estão ligados”, exclamou o diretor de política profissional, Antonio Andrade.

O Anffa Sindical, mais uma vez, foi a única instituição que se posicionou contrária ao desvio. “Encaminhou ofício ao Mapa, reuniu-se com ex-adidos, posicionou-se em audiência com a ministra, promoveu campanha publicitária, inseriu matérias na mídia nacional e procurou entidades representativas do setor privado que, como esperado, apoiam a causa, mas preferem não se indispor diretamente com o governo”, finalizou Andrade.

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