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Sáb, Out

Notícias do Sindicato
No dia 20/10, às 15h30, a Auditora Fiscal Federal Agropecuária, adida agrícola na Cidade do México, Bivanilda Tapias, fará uma explanação durante um webinar com tema ‘Exportações Agrícolas no pós-pandemia: oportunidades e desafios’. Ela participará do painel 4 que tratará sobre ‘A defesa de interesse exportador do agronegócio’.
 

Bivanilda irá apresentar sua experiência e conquistas como adida agrícola, na relação entre Brasil e México. Este é o segundo posto que ocupa, esteve na Argentina por quatro anos e há três é a correspondente internacional agrícola na Cidade do México.

Seu trabalho em missão de assessoramento técnico específico, fez com que Brasil e México voltassem ao diálogo para a abertura do mercado mexicano aos produtos do agro brasileiro. “O resgate dessa relação foi muito importante, principalmente na agenda animal. O México não confiava no processo de certificação brasileiro. Foi necessário a ida de uma missão mexicana para conhecer o processo de certificação e inspeção”, disse.

Seu primeiro ano foi mais assertivo. A partir daí, ela analisou o que estava represado em termos de negociação.  “Abrimos o mercado à entrada de arroz para consumo direto (arroz beneficiado), o que complementou os tipos de arroz com mercado no México, pois desde 2015 já tínhamos acesso para o arroz em casca. Uma etapa muito importante foi a aproximação das partes: importador mexicano e exportador brasileiro. Hoje posso dizer que o fluxo comercial para o arroz brasileiro no México está totalmente implementado”, complementou.

Além disso, outros produtos na pauta de interesse brasileiro conseguiram acesso no mercado mexicano, entre eles ovos processados, tilápia, carne bovina termoprocessada e farinhas de origem avícola. Há uma grande lista em negociação ainda, como ovos ao prato, carne suína, e pet food – o México é um dos maiores consumidores do mundo, bem como outros produtos para os quais o mercado mexicano está aberto, mas que precisam de ações de promoção comercial.

 

Adido Agrícola é um técnico

A partir dessa premissa, Tapias explica que seu trabalho como adida agrícola é de cunho essencialmente técnico e especializado. O artigo 1º do Decreto 6.464, de 27 de maio de 2008, reforça isso, “o adido agrícola, para fins do disposto neste Decreto, exercerá missão permanente de assessoramento em assuntos agrícolas junto às representações diplomáticas brasileiras referidas no art. 4º”.

No comércio internacional é necessário antes da efetivação das exportações, acordar antecipadamente os certificados sanitários e fitossanitários entre os países. Essa função não pode ser delegada ao setor privado, pois os governos conversam entre si para acertarem os seus requisitos técnicos e as suas regulamentações. Nessa hora entra a importante figura do adido agrícola, pois ele é a pessoa credenciada pelo governo brasileiro para tratar com as entidades sanitárias nos diversos países, facilitando e propiciando uma adequada e eficiente interlocução.

“Nossa conversa é de técnico para técnico, falamos a mesma língua, pois como funcionária de carreira do MAPA conheço as atividades, atribuições e os procedimentos realizados pelo Ministério, o que facilita a interlocução com meus pares mexicanos. O adido complementa tecnicamente o trabalho do Ministério das Relações Exteriores como representante do Brasil no exterior. Realizo um trabalho em parceria e complementar ao do MRE. Trato de questões sanitárias, fitossanitárias, manutenção, ampliação e abertura de mercado, identificando as diversas barreiras e oportunidades para os produtos brasileiros, e muitos outras ações”, ressaltou.

Os adidos agrícolas possuem a experiência e o conhecimento técnico adequado ao Ministério da Agricultura, no Brasil e no país onde atua justamente para discutir com os seus pares as diversas questões técnicas, que podem ser entraves importantes à efetivação do comércio. Por essa razão, os processos seletivos são extremamente rigorosos. Dessa forma, se verifica ganhos substanciais ao agronegócio brasileiro, que é um segmento estratégico no PIB brasileiro. Nos últimos dois anos, o Brasil diversificou seus mercados e produtos no exterior, em especial, nos países que contam com adidos agrícolas.

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