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Qui, Abr

CONAFFA

Nesta quinta-feira (24/10), segundo dia de realização dos minicursos promovidos pelo V Conaffa (Congresso Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários), os participantes vão concluir as atividades até o início da tarde a partir das reflexões colocadas pelos palestrantes do Dieese e chegarem a um denominador comum que possa ser aplicado à realidade do Sindicato.

No minicurso “Mobilização: trabalho de base com educação popular”, os congressistas definiram o questionamento: “o que desperta no interesse do AFFA hoje?”. Como resposta, foram apresentadas várias questões, como o reconhecimento social do trabalho e em condições adequadas, a valorização profissional, a importância da carreira na mídia, salário, Estado forte no desenvolvimento da agropecuária, treinamento profissional, interesses diferentes de acordo com diferenças geracionais, poder para fazer cumprir a legislação e ter mais poder que o fiscalizado.

“O que mobiliza o AFFA hoje?”. Salário, ameaças, concurso de remoção interna no MAPA, imediatismo, atos administrativos, ponto eletrônico, empatia, falta de pessoal na carreira, a realização do projeto 'Café com Anffa', entre outros, foram as respostas.

Outros questionamentos também foram colocados para reflexão, como “O que fazemos com o trabalho de mobilização hoje?” e “Quais os principais desafios no trabalho de mobilização?”.

A primeira pergunta foi respondida com o que o trabalho da categoria com a realização do projeto “Café com Anffa”, as reuniões de Delegacias Sindicais, os cursos e workshops, os encontros de aposentados e pensionistas, a criação, fortalecimento e visitas às seções sindicais no interior dos estados, o gerenciamento das redes sociais, o atendimento individual aos filiados, entre outros.

Sobre os desafios no trabalho de mobilização, vários pontos foram listados pelos participantes. Dentre eles, a questão política atual, a polarização, o conservadorismo político, o isolacionismo em relação às demais carreiras do serviço público federal, o ponto eletrônico, a presença pulverizada e dispersa no Brasil, a pressão das indústrias fiscalizadas e o excesso de trabalho por falta de pessoal.

Os temas foram discutidos durante a manhã para que os participantes chegassem a um denominador comum até o fim das atividades.

“O que é liderança?”, “O que um líder precisa ter para influenciar pessoas?”. Essa foram algumas das perguntas colocadas no minicurso sobre “Liderança – Formação a partir da História do Movimento Sindical”.

O debatedor, o AFFA Alexander Dorneles, lembrou da importância de trabalhar a inteligência emocional e, para entender melhor a questão, sugeriu que os participantes se dividissem em grupos para debater o alinhamento da capacidade intelectual adquirida com a capacidade de trabalhar a questão emocional no trabalho em equipe, os chamados QI (Quociente de Inteligência) e QE (Quociente de Emocional).

Alexander falou da psicologia positiva, que dará respostas ao que o público precisa sobre a questão da liderança. “Temos três pilares, que são exercer a gratidão, ou seja, desenvolver mais atividades que nos tragam prazer; focar nas nossas forças e virtudes e, no caso de articuladores no meio sindical, termos o dom de planejar, enxergar o melhor em si e no outro e saber levar isso para a sua equipe; e, o terceiro ponto, é a energia e o carisma que motiva, que inspira as pessoas. Esse terceiro pilar é aquele em que a psicologia positiva mostra a importância do propósito e o significado das coisas que vamos fazer. É um objetivo maior de vida”, definiu.

Sobre o minicurso “Atividade Parlamentar – Conhecer o Estado para influenciar a Política”, Alexandre Ferraz teceu comentários sobre o presidencialismo de coalizão. Ele citou o cientista político Sérgio Abranches, que disse que o Brasil é o único que, além de combinar proporcionalidade, o multipartidarismo e o 'presidencialismo imperial', organiza o executivo com base em grandes coalizões. “A lógica da coalizão segue a lógica partidária e federativa, mas a lógica partidária vem se mostrando mais forte”, explicou.

A governabilidade através de medidas provisórias, prática muito utilizada por alguns governos, também foi explicada pelo debatedor. “O presidente só consegue editar MPs com apoio do Congresso Nacional e essa parceria é importante. A MP não é uma lei de ordem pensada dentro do Executivo, mas também no Congresso”, pontuou.

Pela manhã, os participantes também assistiram a um vídeo sobre como são feitos os Projetos de Lei e como se dá sua tramitação.

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