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Os auditores fiscais federais agropecuários (affas) têm proporcionado condições que facilitam o incremento na produtividade da pecuária brasileira a partir do registro genealógico e provas zootécnicas de animais de interesse zootécnico e econômico.

Esse registro começou a ser feito como parte de um acordo entre diversas nações ainda em 1865. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, é o responsável por essa prática. Em 1965, diante da impossibilidade de o Ministério conseguir registrar os animais na medida do crescimento da produção, a associações de criadores foram autorizadas a realizar esse controle sob a auditoria do Mapa.

Em 2014, o Mapa publicou uma norma para atualizar o registro genealógico de animais domésticos de interesse zootécnico e econômico para o país, ou seja, animais que possuem grande importância na cadeira produtiva. Entre eles estão caprinos, ovinos, bovinos, bubalinos e equinos. Em função de avanços genéticos e tecnológicos, as normas em vigência na época precisavam ser reformuladas. Entre as atualizações estão a necessidade de as associações que fazem um registro manterem um canal para a realização de denúncias, a digitalização do registro, bem como as ferramentas de autocontrole.

O registro é feito hoje por 45 associações e a atividade é fiscalizada por affas. Existem 250 mil cabeças registradas – do total de 200 milhões presentes no Brasil. O trabalho tem se mostrado de grande importância para o controle da produção e para o aumento da produtividade nos últimos sessenta anos. Os registros genealógicos permitem que os produtores cruzem indivíduos mais resistentes, com maiores índices de produtividade ou que possam gerar mais descendentes, por exemplo
O registro genealógico também se mostra como uma ferramenta importante para a conservação genética dos animais, para promover um incremento da produtividade animal e, portanto, para promover a agropecuária brasileira como um todo.

“O Mapa tem tido um papel muito importante na evolução da agropecuária brasileira na última década, pois o registro genealógico animal e também as provas zootécnicas são peças fundamentais da chamada ‘pecuária de precisão’, adotada pelos produtores brasileiros para incrementar os seus índices produtivos. A ‘pecuária de precisão’ incorpora sistemas que são capazes de armazenar e controlar um grande número de informações colhidas no campo e transformá-las em um banco de dados que possibilita prever as necessidades de um rebanho, por exemplo. Também auxilia na tomada de decisões de forma mais acurada e sustentável, tudo isso partindo da genealogia e dos índices zootécnicos dos animais”, afirma o Affa Romero Teixeira, Chefe da Divisão de Registro Genealógico Animal do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários – DSAIP/SDA/MAPA.

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