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Seg, Jul

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Um levantamento de casos de Cisticercose em regiões do extremo sul da Bahia foi apresentado, na última semana, durante o XV Congresso Brasileiro de Higienistas de Alimentos, em Maceió, Alagoas. De acordo com o Auditor Agropecuário Alex Gonçalves Reis, um dos pesquisadores à frente do levantamento, foram três anos de pesquisa (de 2014 a 2017) com bovinos, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), para chegar a conclusão do trabalho. Segundo o AFFA, todo o levantamento foi realizado com base nas informações do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).

“Após esse período, nós sentamos para escrever o artigo, somente no início de 2018. Com os dados levantados, pudemos identificar quais as principais enfermidades encontradas naquelas regiões, além de constatar que os locais com menos saneamento básico e maior densidade demográfica têm maior prevalência de cisticercose”, conta o pesquisador.

Ainda segundo Alex, a pesquisa tem como objetivo, além de iniciar o estudo na região, incentivar e dar abertura para que outros colegas pesquisadores realizem estudos em outras regiões do país.

“O hospedeiro definitivo da larva que causa a cisticercose é o homem, por essa razão, essa é uma questão de saúde pública, e essas informações levantadas devem ser repassadas ao Ministério da Saúde para que possa nortear políticas de saúde pública, uma vez que podemos identificar possíveis regiões endêmicas”, alerta o AFFA.

O trabalho de fiscalização, segundo Alex, é muito importante no controle da cisticercose, porém os abates clandestinos ainda são o principal perigo.

“Nos locais legalizados, onde existe fiscalização do MAPA, a gente consegue controlar, mas nos abates clandestinos, ninguém realiza análises, o esgoto vai para o meio ambiente onde o animal pasta, os animais acabam ingerindo e se contaminam, logo em seguida ao se alimentar de carne com o cisticerco o ser humano pode desenvolver o parasita”, explica.

Para acessar um resumo do artitgo, CLIQUE AQUI.


 

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