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Qui, Ago

Notícias do Sindicato

O Anffa Sindical, representado pelo secretário de Finanças, Simplício Alves, e pelo secretário de Administração, Luiz Gonzaga Matos, esteve presente na abertura da exposição “62 anos de apoio à cacauicultura brasileira”, promovida pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). A solenidade ocorreu nesta segunda-feira (29/07) e contou com a participação de servidores do MAPA e outros representantes de entidades de classe ligadas ao setor agropecuário.

Compuseram o painel de abertura do evento o secretário executivo do MAPA, Marcos Montes, o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal; o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo; o secretário de Comércio e Relações Internacionais, embaixador Orlando Leite Ribeiro; o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior; o diretor da CEPLAC, Guilherme Galvão, e o coordenador-Geral da CEPLAC, o Auditor Fiscal Federal Agropecuário Manfred Muller.

Durante a abertura, foi transmitido um vídeo institucional sobre a história da CEPLAC, com dados sobre as áreas de atuação da Comissão e a expansão das atividades, desde a sua criação, em 1957. “A CEPLAC tem a sua direção no Distrito Federal e unidades na Bahia, Pará, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Espirito Santo”, dizia a mensagem. Ainda segundo as informações transmitidas, às margens da BR 415, entre Ilhéus e Itabuna, está a sede regional da Bahia que, hoje, é a região que mais produz cacau no país.

A exposição inaugurada nesta segunda traz a coleção “Saga do Cacau”, criada pelo artista plástico (in memoriam), Paulo Roberto da Silva Cardozo, além de dados estatísticos sobre a produção de cacau no país. A entrada é gratuita, aberta ao público, e ocorre no túnel de acesso ao Anexo do MAPA, de 9h às 17h, somente até quarta-feira (31/07).


Défict de pessoal e desafio

Após a transmissão do vídeo informativo, o diretor da CEPLAC, Guilherme Galvão, iniciou seu discurso atentando para o déficit de pessoal existente na CEPLAC. Segundo Galvão, a Comissão atua, hoje, com cerca de 1/4 do contingente que já teve no passado.

“A nossa exposição mostra aquilo que a CEPLAC fez e pode continuar fazendo. Estamos há 32 anos sem concurso público. Só este ano, 362 aposentadorias já foram assinadas. Uma CEPLAC que antes tinha 4500 funcionários ativos, hoje atua com pouco mais de 1100 e mais estão se aposentando”, alertou o diretor.

Guilherme ressalta que o Brasil tem o maior centro de pesquisa e banco de germoplasma de cacau do mundo e que, das 176 bacias amazônicas (de onde o cacau é oriundo), somente 20 foram prospectadas, até hoje.

“Temos 156 bacias na Amazônia que precisam ser prospectadas com urgência, porque a Vassoura de Bruxa já acabou com o cacau da Bahia, e a próxima praga é a Monília, que está a 20 km da divisa com o Acre”, alerta.

Em resposta e representando a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o secretário executivo, Marcos Montes, afirmou que é um dos objetivos dessa gestão do MAPA recuperar a produção de cacau brasileira.

“Estamos em processo de renovação, modernização, de construção de novas culturas e, não por culpa do MAPA, mas pelas circunstâncias do Brasil a cacauicultura perdeu a sua força, força essa que queremos recuperar. Esse é mais um desafio que a ministra tem ao lado de nós, secretários, e iremos buscar essa reconquista. Tivemos a Vassoura de Bruxa e, agora, a monília, mas, com certeza, precisamos nos adequar a uma nova realidade brasileira”, afirmou Montes.
 

Coordenador-geral da CEPLAC é AFFA

Manfred Muller, coordenador-geral da Ceplac é engenheiro agrônomo Auditor Fiscal Federal Agropecuário (AFFA) e está na CEPLAC há 42 anos. O AFFA destaca a atuação da categoria na cacauicultura.

“Os AFFAs atuam na fiscalização genética e de produção de sementes e mudas, o que é essencial”, afirma Muller, que é fisiologista vegetal.

Assim como o diretor da Comissão, Guilherme Galvão, Manfred mostra preocupação com o déficit de servidores na Ceplac.

“Essa ideia de se fazer mais com menos é boa quando é possível, mas, o trabalho técnico cientifico é muito difícil de se fazer ‘mais com menos’, a gente até pode adaptar, fazer uma extensão rural em grupo, mas, mesmo assim, é preciso gente para fazer. Existem escritórios locais da CEPLAC, hoje, que estão sem ninguém, porque não tem servidor. Eu que sou fisiologista vegetal, tenho treinamento e experiência, sei muita coisa, vou levar isso comigo, sem poder transmitir meu conhecimento para ninguém!? Isso é um absurdo”, manifesta o coordenador. Ainda segundo Muller, o Defict de pessoal na CEPLAC, hoje, é de, pelo menos, 450 servidores. 

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