25
Qui, Abr

Notícias do Sindicato

Representantes do Anffa Sindical, entre delegados sindicais e membros da Direx, receberam, nesta quarta-feira (13/2),o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Marcos Montes na sede do Sindicato, em Brasília.

Na ocasião, o secretário fez um histórico da sua vida política e falou da indicação para o cargo, por meio da ministra Tereza Cristina. Ele falou ainda sobre a satisfação em atuar na pasta. “Gosto do setor, é um desafio para mim, e vim com muito entusiasmo para esse cargo porque a ministra [Tereza Cristina] é de uma fácil convivência. O presidente Bolsonaro tem um olhar do nosso setor com muito carinho. Ele acredita neste setor e deve nos dar abertura para que trabalhemos em prol dele”, disse.

A reunião serviu para que os sindicalistas explicassem ao secretário a importância e a necessidade de se avançar em assuntos de relevância para os AFFAs (Auditores Fiscais Federais Agropecuários), como a questão da Enagro, concurso público, PAD (Processo Administrativo Disciplinar), reajuste salarial, entre outros.

Enagro - Sobre a Escola, o diretor de Formação Profissional, Guilherme Coda, explicou ao secretário que, além de ser um centro de formação e capacitação, ela pode ser um centro para levantamento de competências dentro do Ministério. “Temos no nosso quadro administrativo pessoas que tem competência para administrar cursos na Escola e que estão sendo subaproveitados”, disse.

ANAC - A questão da revista dos AFFAs lotados no Vigiagro enquanto entidades aduaneiras, foi colocada pela delegada sindical do Rio de Janeiro, Verônica Ribeiro. A obrigatoriedade da revista está prevista em uma norma da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). “Não queremos só isonomia salarial, é de respeito à carreira também. Não é cabível que um Auditor da Receita passe sem ser revistado e um Auditor do MAPA tenha que esperar numa fila para ser revistado para prestar um serviço”, disse.

Sobre o assunto, o vice-presidente, Marcos Lessa, disse que, “além disso, essa condição embaraça a fiscalização porque, muitas vezes, o colega precisa se deslocar longo trajeto para que se cumpra a exigência da ANAC”.

Adicional de fronteiras- A ampliação da lista de municípios para contemplação da indenização de fronteiras foi outro tópico colocado para o secretário. Na oportunidade, o presidente do Sindicato, Maurício Porto, fez um histórico da situação e lembrou que, na regulamentação do adicional, o MAPA teve o número de cidades bem aquém do que a lista de outros Ministérios onde há carreiras que cumprem tarefas em cidades fronteiriças. “Essa gratificação é uma maneira de se fixar o colega nessas regiões por serem consideradas de difícil provimento”, reiterou Porto.

Comunicação - O diretor de Comunicação e Relações Públicas do Sindicato, Roberto Siqueira Filho, aproveitou para propor estratégias que levem à melhoria da comunicação feita pelo Ministério com foco na valorização dos servidores da Casa, em especial os AFFAs. “O nosso trabalho é defender a qualidade de insumo que o produtor rural usa, é defender mercado interno, ou seja, trabalhamos em várias frentes em defesa do produtor rural e essa divulgação que eu peço é nesse sentido, de mostrar, inclusive, para o produtor rural que ele tem no ministério um apoio”, esclareceu.

O secretário concordou com a posição do diretor e disse que um dos pontos em questão na pasta é “fazer uma comunicação eficiente com interação com a carreira”.

Outro assunto foi a apresentação do estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que fala da eficiência da carreira ao longo dos anos no acompanhamento da evolução agropecuária, apesar do quantitativo reduzido e outros desafios. Ao apresentar os dados, o diretor de Política Profissional, Antônio Andrade, levantou um ponto pertinente: a questão do autocontrole. “A gente entende que a participação da iniciativa privada no sistema de defesa agropecuária é cada vez mais imprescindível e hoje já existe no MAPA essa prática. Mas, mesmo os sistemas que estão em vigor hoje no Ministério precisam ser avaliados por conta de uma redução muito grande do AFFA no processo”. O financiamento da defesa agropecuária foi outro tema levantado pelo diretor. “Hoje, a média do financiamento da defesa agropecuária é de 0,25% do valor gerado pelas exportações no país.

“Tomei nota de todas as pendências e preocupações. Não vejo essa conversa como uma solução, mas quero dizer que vocês terão no Ministério alguém que vocês podem contar”, esclareceu ao final da conversa com os dirigentes sindicais.

Ele também lembrou da importância da carreira para o setor. “Minhas portas estarão abertas todas as vezes que vocês me chamarem eu virei com muita satisfação até para eu entender vários assuntos”, completou.

“Somos parceiros da Administração. Entendemos que um Ministério forte vai trazer uma carreira muito mais forte. Então, a gente propõe uma parceria para resolver os problemas que o agronegócio tem. Claro, que não resolveremos todos, mas tentaremos fazer o máximo que se puder”, devolveu o vice-presidente Marcos Lessa ao agradecer a presença do secretário.

 

0
0
0
s2sdefault