19
Dom, Nov

AFFA na mídia

São Paulo, 16 de outubro de 2017 – Decreto publicado na última terça-feira (10) pelo Ministério da Agricultura (Mapa) reconduz quatro adidos agrícolas para exercer a função junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra; em Washington D.C., nos Estados Unidos; na União Europeia (UE), Bruxelas; e em Tóquio, Japão. Os adidos agrícolas representam o Mapa nas embaixadas brasileiras no exterior e defendem os interesses da agropecuária do País.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) considera o trabalho do adido agrícola fundamental para melhorar as condições de acesso a mercados, à medida que o agronegócio do Brasil é competitivo e enfrenta barreiras técnicas e fitossanitárias em algumas praças importantes, como a China, onde existe escalada tarifária de 4% no complexo soja e várias barreiras técnicas ao comércio de produtos de valor agregado.

Resultados positivos - Os adidos contribuíram para a abertura de mercados de lácteos na Rússia e de carne suína naquele país e na Coreia do Sul, destaca o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, ao mencionar alguns dos resultados positivos do trabalho desses profissionais. Eles também tiveram “desempenho importante” na “Operação Carne Fraca” e na ampliação do acesso ao mercado chinês para a carne bovina.

Até 2019, o Brasil terá 25 adidos agrícolas que cobrirão 45 países, porque muitas vezes o adido designado para um posto acompanha mercados em países vizinhos. De acordo com Ribeiro e Silva, o País se encontra em um nível intermediário de presença de adidos agrícolas no mundo, porém, bastante aquém dos Estados Unidos, que só na China tem sete escritórios em diferentes regiões onde atuam esses profissionais. O Brasil está entre os cinco principais “players” agrícolas mundiais.

Ampliação da rede - Para o secretário de Relações Internacionais do Mapa, a ideia é continuar ampliando a rede de adidos, pois seu papel é fundamental, uma vez que o agronegócio responde por US$ 70 bilhões anuais de saldo comercial, o que mostra, portanto, a importância de manter e ampliar acesso a mercados. Em relação a isso, ele comenta que o Mapa está conversando com o Ministério das Relações Exteriores sobre a possibilidade de contratar funcionários locais para auxiliarem no trabalho dos adidos. O maior desafio dos adidos agrícolas “é a falta de recursos para exercer a atividade”, afirma o deputado federal Luiz Nishimori (PR/PR), coordenador político da Comissão de Relações Internacionais do Instituto Pensar Agro, ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Outro desafio, segundo ele, “é integrar a iniciativa privada nos trabalhos de abertura de mercados. Nossa participação seria primordial nas negociações de acesso a mercados”, diz.

Antecipação da solução de problemas - Os adidos são profissionais capazes de antecipar mudanças nas exigências dos países importadores. Isso permite que o
Brasil responda aos novos requisitos de forma rápida e tecnicamente consistente.

Outras tarefas dos adidos incluem responder questionamentos de parceiros comerciais e participar de negociações envolvendo restrições sanitárias e fitossanitárias. Os adidos também estudam políticas agrícolas e legislações de interesse da agropecuária do Brasil, monitoram possíveis modificações nas políticas sanitárias e fitossanitárias de outros países, participam de eventos sobre assuntos de interesse do agronegócio brasileiro e acompanham ações de
cooperação na área agrícola.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).